terça-feira, fevereiro 15, 2005

Duas coisas

Não sei porquê mas não me tem apetecido escrevinhar. Hoje, no entanto, houve duas coisas que me deram o abanãozinho da vontade de vir aqui dizer qualquer coisinha.
A primeira, porque a mais importante para mim, foi a posição assumida pelo Presidente César no Faial. Este, é o César em quem votei! É preciso começar a tomar atitudes dessas e rápidamente! Esta Região tem um Governo, é nossa e não é um "feudo" com meia dúzia de gatos pingados, sem rei nem roque. Está na altura de dizer "basta!"
A segunda, foi o debate a 5, que depois ficou a 4, na RTP1. Na minha opinião, de uma pobreza franciscana.
E descobri, meus amigos, que aqui na Região, vamos à frente a anos luz, em algumas áreas. Falaram no investimento e desenvolvimento do ensino profissional como essencial para a qualificação dos jovens? Já temos.
Falaram no apoio por parte do Governo às empresas para a colocação de jovens na situação de 1º emprego? Já temos.
Falaram na colocação dos professores que agora é que vão correr bem porque já está tudo informatizado? Já temos.
Falaram na criação de transportes escolares para os miúdos que moram longe das escolas? Já temos.
Pronto, agora vou ter de parar. É que já estão na RTPN os "jornalistas/analistas" a comentar o debate e é imperioso ouvi-los! É que eles, jornalistas/analistas, é que vão agora explicar o que é que aqueles senhores estiveram todos a dizer e o que é que eu, e os outros como eu, pensámos quando os ouvimos. Mais, eles, jornalistas/analistas, é que vão explicar-me o que é que eu pensei quando os ouvi e mais ainda, o que é que eu senti quando os ouvi. Ai, povo, povo! Isto está transformado num verdadeiro circo. Só de palhaços.

1 Comments:

At 18 de fevereiro de 2005 às 23:03, Blogger Norte said...

E ainda bem que cá vem escrevinhar, gostamos de a ler apesar de discordarmos.
1º e citando o seu César: "Será meu presidente enquanto não vier outro".
Posso dizer-lhe que antes de ter tirado o curso na universidade, tirei um técnico-profissional, são uma verdadeira ilusão, nem há nível de exigência nem tão pouco se aprende nada, do mercado de trabalho nem se fala, a não ser que seja um técnico de hotelaria ou do género. A maioria dos meus colegas da altura estão numa caixa do hiper com outros sem formação alguma - não é desprezo, é falta de reconhecimento. Outros que não quiseram ir para o hiper estão com o rendimento minimo garantido. Estudar? Para quê? - dizem eles. Para isto? Mais vale aproveitarmos os facilitismos.
Essa não é a minha mentalidade felizmente, a minha consciência não deixaria que assim fosse.
As outras medidas bem ditas parecem muito bem mas não se deixe enganar. Somos nós que apanhamos autocarros e andamos á procura de colocação em empresas. Não funciona simplesmente. Não é apenas para contrapô-la, é o que acontece quando não se aposta na verdadeira formação das pessoas, na educação a sério.
Cumprimentos.

 

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